Arquivo do autor:Alexandre Brusa

Sobre Alexandre Brusa

Assessor de gabinete do vereador Clemente, em Bento Gonçalves, e aluno de jornalismo da Universidade de Caxias do Sul

Valmir pode estar de volta

Nos bons tempos de Reserg, que jogavam Serjão e Chupeta, um garoto despontava como grande jogador. O beque/ala Valmir era, há 12 anos, uma promessa. Hoje, com 34 anos, ele é mais do que realidade.

Valmir se destacou pelo time de Horizontina/RS, clube pelo qual conquistou três títulos gaúchos. Experiente, Valmir também já jogou no exterior e tem no currículo um título de Liga Nacional pela Ulbra, em 2002. No ano passado, o jogador foi o capitão da Cortiana/AFF, que contava com jogadores como Valdin, Ricardinho e Rogério no grupo.

Pois bem. Este mesmo Valmir, agora morando em Garibaldi, está próximo de acertar com o BGF. Ontem, depois do amistoso BGF 7×2 ACBF Sub-20, ele reuniu-se com o vice de futsal Alcindo Somensi para definir os detalhes do contrato.

Caso ele realmente acerte, será um grande passo em um projeto mais do que promissor do time bento-gonçalvense. É esperar para ver. Pode ser uma das últimas esperanças do esporte de alto rendimento em Bento Gonçalves, uma vez que o vôlei e o futebol não tem lá futuros tão promissores assim e o rugby ainda caminha para ser um esporte reconhecido como popular.  

Veja abaixo o currículo do vivente:

Nome: Valmir Francisco de Oliveira.
Usual: Valmir
Posição: Ala/Beque
Data de Nascimento: 15/10/1974
Cidade Natal: Paulista/PE
Altura: 1,74m
Peso: 70Kg
Clubes pelos quais atuou: Criciúma/SC; Tuper/SC; Reserg/RS; UPF/RS; Ulbra/RS; Atlântico/RS; Horizontina/RS; Guadalajara/Espanha.

Principais Títulos: Tri-Campeão Gaúcho (Horizontina); Campeão da Liga Nacional (Ulbra); Bi-campeão dos Jogos abertos de SC (Tuper); Campeão Catarinense (Tuper); Campeão da Copa Internacional (Atlântico).

 

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O técnico Kinder Ovo

Inegavelmente não foi apenas um erro que fez com que o Esportivo caísse para a Segundona. Os equívocos podem ser classificados em insignificantes, mínimos, médios, consideráveis, grandes e gigantes. Mas um merece uma ordem especial, a de determinante: a contratação e a manutenção de Paulo Turra no comando do alviazul.
A contratação foi um caso a parte. O Luxemburgo da serra gaúcha foi descoberto depois de uma mensagem de celular. Explico: muito inocentemente, mesmo sem jamais ter visto, falado e muito menos conhecido ninguém da administração atual do alviazul, o gentil Paulo Turra enviou uma mensagem de celular desejando um feliz natal e próspero ano novo a Vilson Barcellos, um dos membros do colegiado que dirigem o alviazul. Outra foi endereçada a Silvio dos Santos, vice de futebol do clube. Aliás, depois do jogo, Silvio prometeu revelações bombásticas para a coletiva de quarta-feira, mas não deu as caras por lá.
Na sexta-feira pela manhã, quando de sua apresentação, Turra afirmou que não pensava ainda em contratações, preferia avaliar o grupo em um primeiro momento. A avaliação foi bastante rápida, já que Fábio Fidelis foi visto treinando em separado no estádio da Montanha menos de 24 horas depois.
Após isso, o técnico manteve a regularidade a frente do Esportivo. Era perder no domingo e contratar. Perder na quarta-feira e contratar mais. Essa situação fez com que Turra ganhasse o título de técnico Kinder Ovo. Cada jogo ele punha uma surpresa a mais em campo.
Durante longas oito rodadas só se ouviu justificativas, as mesmas justificativas. “O preparo físico está muito abaixo. Jogadores desembarcam em um dia e jogam no outro”. Mas, a final de contas, quem pedia estes atletas? Quem aprovava? Quem indicava? Quem pagava? A sim, quem pagava e quem pagará por muito tempo ainda é o único que não tem como se defender da incompetência, o clube Esportivo.
Na coletiva, Vilson Barcellos afirmou que o que manteve Turra por tanto tempo sem resultados foi seu trabalho de campo, que foi classificado como “diferenciado” pelo dirigente. Não vou aqui discordar do presidente. Mas quem deveria promover essa avaliação não deveria ser Silvio dos Santos? Ou Wolnei Caio? Ou até mesmo Raquete?
Não seria esse o tipo de atitude autoritária e individual que acaba afastando os velhos colaboradores do time? Os quatro mandatário atuais do clube, Vilson Barcellos, Volmir Prezzi, Oscar Cobalchini e principalmente Roberto Sperotto querem o apoio da comunidade, dos antigos, mas agem como quem diz: preciso do apoio de todos, mas quem manda sou eu.

Alexandre Brusa

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Esqueçam a política: é hora de bola

Pelo que se acompanha dentro e fora do clube e até nos próprios posts aqui no blog da corneta, é notável uma divisão política dentro do Esportivo. Uma não, várias.

Uma parte defende a atual administracão, outra, a administração passada e outra ainda critica as duas. O mais triste de tudo, é que os comentários são tão personificados, como por exemplo: anti-Scussel, anti-Sperotto, anti-Bordin, anti-Luiz Pompermayer, entre outros, que no final da discussão praticamente ninguém lembra o real motivo dela: fazer o máximo para que o Esportivo continue entre os grandes.

Principalmente em um momento como este, não seria mais válido juntar as força s e buscar uma solução? Será preciso acontecer a desgraça do descenso para que todos se unam? As discussões políticas estão estrapolando inclusive a grandeza do clube. Times do tamanho do alviazul não tem direito de escolha: quem quiser ajudar tem de ser muito bem vindo.

Só quem vive o pesadelo da Segundona para saber o tamanho da bobagem que se ouve aqui e ali: “será bom cair para reorganizarmos a casa”, ou “sempre que caiu, o time voltou no ano seguinte”. Que se faça um esforço para reverter o que hoje parece irreversível, porque se o inferno chegar a Montanha dos Vinhedos, o Esportivo precisará ter o Papa no comando para se livar do calvário da série B.

Alexandre Brusa

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Traduzindo uma entrevista

Depois da sétima derrota de Paulo Turra no comando do alviazul, o que mais criava expectativa na torcida e na imprensa era a demissão ou não do técnico. Mas a entrevista do comandante roubou a cena.
Nela, impresionantemente, o treinador afirmou estar dando carta branca para a direção demiti-lô. Das duas uma: ou ele simplesmente inverteu os papéis, ou ele acabou entregando, quase sem querer, que até o jogo contra o Ypiranga tinha a direção do clube nas mãos. Como? As justificativas de preparo físico eram um jato de água fria em Gian de Oliveira, mas também respingava nos presidentes, responsáveis pela contratação do profissional que supostamente não fez um bom trabalho. é como quem diz: “Olha aqui: vocês fizeram m… na preparação, por isso não podem me cobrar resultado”. Começo a desconfiar que a reunião marcada para o meio dia, entre Sílvio dos Santos e a comissão técnica, seja para decidir se Turra mantém a mesma direção ou resolve mudar, porque é só o que falta mesmo. (até agora nada resolvido)
E tem mais. Ele se contradiz de forma contundente na mesma entrevista. Primeiro afirma estar com a garganta rouca de tanto gritar com os jogadores (o que supõe que os atletas não esavam fazendo o combinado). Depois, assume a culpa, chamando a responsabilidade e isentando os jogadores.
A direção entrou em um caminho sem rumo e sem volta ao deixar Turra comandar sozinho as contratações. E agora? Os jogadores do Celso Freitas foram embora e os que vieram só perderam… O prazo para inscrições de jogadores na FGF acabou há uma semana. O que fazer? Manter um técnico perdedor que conhece o elenco (ou pelo menos deveria) ou trazer alguém que precisará de um tempo de adaptação que o clube não tem? Se mudar, quem colocar?
É uma mato sem cachorro, sem gato, sem galinha, sem treinador, sem futebol, sem vitórias. Tudo isso antes de um jogo decisivo frente ao Avenida. O que esperar? Há esperança?

Alexandre Brusa

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Dispensas antes da taça Fábio Koff

Luther e Kleyton foram dipensados hoje pela direção do Alviazul. Aos poucos, todos os contratados de Celso Freitas vão sendo dizimados do grupo.
Darzone, por sua vez, não foi dispensado. Pediu para ir embora, para voltar ao seu antigo clube. Quando o Guarany de Bagé é priorizado em detrimento do Esportivo é porque alguma coisa está errada.
Na segunda acontece o acerto dos jogadores. Eles receberão até o final do Gauchão.

Alexandre Brusa

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Especial retrô – desculpas

Paulo Turra na entrevista coletiva da apresentação, uma sexta-feira pela manhã: “Não vou mudar muita coisa no time, não tenho tempo. Antes de falar em contratações, é preciso avaliar o grupo”. No sábado, o zagueiro Fidelis foi flagrado fazendo treinos físicos em separado na Montanha velha. Antes do jogo contra o São José, no domingo, o Luxemburgo da Montanha dos Vinhedos trocou não apenas três jogadores na escalação como também modificou o esquema tático. Saiu do 3-5-2 para o 4-4-2. O time perdeu de virada por 2×1 em casa. Veio a desculpa do preparo físico.
No jogo contra o Caxias, Turra escalou o time mais covarde e retranqueiro que tinha a disposição, incluindo outra contratação, Alex Lima. Se defendeu o quanto pode. Fez cera, todos os jogadores do Esportivo se jogaram no gramado sem precisar ser tocados. Darzone entrou no segundo tempo como volante. Voltou a tona as supostas deficiências físicas do time. Não é preciso ser doutor em futebol para saber que cansa mais correr atrás da bola do que segurar ela no pé e trabalhar com calma.

Depois disso, treinos fechados, mistério. O time tomou 5×0 do Pelotas. Cinco dispensas na segunda. Uma semana de trabalho e Turra, usando seu faro apurado de treinador experiente, encontrou os culpados. Aqueles que, como disse o presidente Vilson Barcellos após a goleada, não mereciam vestir a camisa do Esportivo. Mas três deles ajudaram na única vitória do time no campeonato. E a forma física? A sim, a grande culpada foi ela, de novo. “Precisamos contratar. Jogadores estão chegando”, avisava o técnico.

Contra o Veranópolis, quatro jogadores trazidos por Turra em campo. No placar, 3×0 para os visitantes em ritmo de treino. E depois do jogo? A preparação física foi esquecida. Veio então a falta de entrosamento. Mas não eram necessários esses jogadores? Eles não vinham para resolver? Os que estavam aqui antes não serviam.

Mas em todas as partidas Pulo Turra manteve uma coerência. A de que todos seguiram rigorosamente suas orientações. Uma meia verdade. Ele esqueceu-se apenas de um detalhe. O Luxemburgo da Montanha dos Vinhedos treinou muito bem a direção, o badalado departamento de marketing, a secretaria do clube, tentou até treinar a imprensa, mostrando apenas o que ele queria que ela visse. Só esqueceu de comandar os jogadores e a torcida.

Se não havia mais clima para Celso depois de uma vitória inesquecível, imaginem vocês depois de quatro derrotas. Os jogadores ovacionados agora são chingados. Exceto, claro, os que chegaram depois da única vitória, que já são sete, aliás. Para as próximas duas partidas dirigentes e Turra praticamente descartaram a possibilidade de pontuar. Jó seria considerado afobado perto da paciência que a direção tem com o “manager” do Esportivo. E segunda, qual será a desculpa?

Alexandre Brusa

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Quem entra e quem sai

Após perder de apenas 5×0 para o Pelotas na tarde de ontem, o Esportivo anunciou algumas modificações no elenco. Cinco jogadores foram dispensados e segundo Silvio dos Santos, outros cinco deverão ser contratados para a vaga dos que sairam. Dois deles já foram anunciados. O volante Yuri, ex-Portuguesa Carioca  e o meia Bruno Flores, que não estava sendo aproveitado por Julinho Camargo no Caxias. O goleiro Magna foi reintegrado ao grupo após brevíssima passagem pelo futebol romeno.

Devem chegar ainda mais um volante, um atacante e um lateral direito. (Isso quer dizer que na conta da direção o Magna não conta como contratação).

Veja quem saiu: Catatau, Diego Borges, Civardi, Robson e Wagner (três titulares).

Veja quem entrou: Yuri (ex-Bonsucesso e ex-Portuguesa – RJ) e Bruno Flores (ex-Grêmio, Caxias e Nacional)

Fez bom negócio o Esportivo? O problema está realmente dentro de campo? Será que com R$ 90 mil para gastar, Celso Freitas não teria feito um grupo melhor do que o que alí está? Será que a preparação física está realmente tão ruim a ponto de tomar 5 do Pelotas? O Paulo Turra ainda merece o respaldo da direção?

Tenho certeza de que por mais que a imprensa questione, jamais ouvirá uma resposta sincera da boca de ninguém

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